terça-feira, 21 de julho de 2009

O primeiro é só o primeiro

- O primeiro tem que ser especial, afinal, é o começo de tudo!
A menina filosofava beirando a pieguice.

- Nada! O primeiro é só o primeiro, especial mesmo é o último.
O desconhecido redarguiu como quem dá a palavra final.

Diante da imposibilidade de resposta só guardei o diálogo. Pois bem, ilustre descohecio, o primeiro, que até então também é o último, dos meus desatinos.

Mas o que hei de fazer se sou toda sensações? Transbordo em palavras, me edifico e desmorono roubando aforismos em frases sem nexo. Até meus silêncios guardam a sonoridade do tanto que tenho a dizer e não sei como. Meus verbetes reverberam minha confusão: montando e desmontando, constantemente, como peças de lego. A verdade é que vivo aos pedaços tentando me juntar.

Eis que se deu o “Verborragia”: cantinho de despautérios que guarda a torrente de palavras que jorra dos meus pensamentos. Letrinhas que se ligam, transformam e tomam a forma de seres disformes, conforme a tresloucada que vos fala.

3 comentários:

ramongeo disse...

É um imendo prazer ser o primeiro a comentar no seu blog. E bem, devo ressaltar que estou bem feliz em ver que finalmente tomou coragem pra divulgar o que você escreve...lembro uma vez, em uma conversa de bar que uma pessoa falou sobre a poesia de Vinicius e disse, nooossa, é o Vinicius...e o utro disse, já pensou se o Vinicius não quisesse publicar suas ideias...tadinha da humanidade.

Camila Caringe disse...

Escrever.
Escrever me parece assim... um outro tipo de... Panaceia.

Andréia Félix disse...

Mais de um mês depois, vim visitar o seu blog.

Mas só tem dois posts aqui. O que é isso? Vai continuar guardando os seus pensamentos só para você?