quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Abaixo o GPS sentimental!*

Até o farol ficar vermelho, sou do partido dos que aceleram, mesmo sob o risco de colidir. Dos que pulam, mesmo sem saber se adiante tem um buraco raso ou um abismo.

Embora eu tenha alguns dentes a menos e outros tantos sorrisos perdidos, ainda sou do partido dos que acreditam que vale mais andar na corda bamba do que no muro grosso.

Sou contra o GPS sentimental, saber o caminho nem sempre vai te levar ao destino e, às vezes, a graça é se perder. Se achar necessário, ande na contramão. Aproveite e dê um beijo no vento.

Acredito piamente que a insegurança, bagagem do medo, é peso extra, pra quê levar na viagem? Há casos em que retrovisores também são dispensáveis.

Desaprenda a medir o tempo. Pode até argumentar, mas matemática não é o caminho.

Se quer mesmo brincar com jogos de azar, só aperte o gatilho. Se for para planejar, que seja com o objetivo de desplanejar-se. 

Acredite, o acaso pode ser amigo. Se por ventura ele parecer cruel por discordar dos seus planos, respire fundo, livre-se da bagagem desnecessária e pé no acelerador.

*Inspirado na inspiração alheia. Fora da mesa de bar, são os textos que conversam:  http://conversademesadebar.blogspot.com.br/2012/10/apostas.html

4 comentários:

Madson Hudson disse...

Contra o GPS sentimental, contra os mecanismos tecnológicos para burlar o acaso, contra as tentativas de determinar os caminhos amorosos, contras as medidas para enclausurar o tempo em folhinhas de calendário.

Viva o amor - ou a ausência dele.

Ótimo, como sempre Senhorita Gi. Merece um prêmio.

Um beijão,
EU.

Daniel Franco disse...

O acaso nos traz caso, por sorte ou azar, queremos arriscar em mais um caso... só saberemos do passo seguinte quando o pé tocar o chão, até lá, tudo é incerteza.

Anônimo disse...

O GPS requer um caminho pré definido, o previsível é isento de surpresas e o que não nos surpreende não nos faz lembrar que estamos vivos e o propósito de viver, nas surpresas encontramos motivos e razões que despertam sensações adormecidas e até as que nunca foram acordadas...E se tratando de assuntos sentimentais, o risco é o que os mantém latentes e a mortalidade dos momentos é que os tornam imortais. Então, acelere, salte, viva e deixe que o acaso defina o destino!

Unik Tampa Nama

Anônimo disse...

Raramente fico em cima do muro, raramente não sou 8 ou 80, raramente sou 50-50, mas, desta vez, desta rara vez, concordo meio a meio com os dois posts rsrsrs

Daiane Brito