quinta-feira, 14 de junho de 2012

----------------------------Do Penar--------------------------

Armários fechados com portas emperradas
É do esperar
Quartos de horas com camas vazias
É do lembrar
Janelas abertas com dilemas dispersos
É do lamentar
Dias ensolarados com nuvens cinzentas
É do pensar
Noites dispersas com brilhos remotos
É do olhar
Consoantes com tons desconcertantes
É do calar
Enquantos distantes com saudades desentoantes
É do desenganar
Dores crônicas com alívios súbitos
É do pontuar

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4 comentários:

Anônimo disse...

Dos momentos e lembranças há os dignos de saudade, e os que podiam na mente dispersar, conflitar, dissipar...até que se converterem para aquilo que desejamos que sejam. Poderá o pensamento converter a lembrança? Fantasiar,Pensar,pensar fantasiando e quando se vê...já não sabe se se lembra ou se imagina... e então molda a lembrança para não mais imaginar, ou não pensar que está imaginando...
e o do penar se dilui no imaginar....

Unik Tampa Nama

Gislene Trindade disse...

Memoriar descaradamente as mentiras
É do imaginar
Acreditar polidamente nas próprias mentiras
É do 'imagilembrar'

Madson Hudson disse...

Vou ter de ler muitas vezes pra entender.

Beijos,
Madson Moraes

Gislene Trindade disse...

Pois leia só mais uma vez tentando apenas sentir. Às vezes de nada vale o entendimento.